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Produção Científica

Histiocitoma de língua em cão
A língua é uma estrutura revestida por epitélio estratificado e é funcionalmente ligada ao esôfago via epiglote. A língua é necessária para apreensão, mastigação e deglutição do alimento e água. Dorsalmente, o epitélio que reveste a língua é escamoso estratificado com vários graus de queratinização, contudo ventralmente o epitélio não é queratinizado e fixa a língua ao assoalho da cavidade oral por meio do frênulo. A língua é um órgão altamente vascularizado (utilizada para perda de calor em diversos animais, especialmente carnívoros que não apresentam glândulas sudoríparas) e sensível, contendo uma variedade de glândulas serosas e mucosas, e células sensoriais (botões gustativos). A porção muscular da língua é estriada, com as fibras musculares distribuídas em feixes aleatórios (McGAVIN e ZACHARY, 2009). Neoplasias da língua são raras, mas quando ocorrem são geralmente de origem epitelial (McGAVIN e ZACHARY, 2009). Estes tumores correspondem a apenas 4% de todos os tumores de orofaringe dos animais. Consequentemente, pouco se conhece sobre a incidência, a epidemiologia, o tratamento e o prognóstico dessas neoplasias (CARPENNTER, 1993). O tumor mais comum na língua de cães e gatos é o carcinoma de células escamosas. Outros tumores descritos nessa localização em cães incluem mioblastoma de células granulares, rabdomioma, rabdomiossarcoma, hemangioma, hemangiossarcoma, mastocitoma, fibrosssarcoma, linfoma e melanoma (SCHOOFS, 1997; HARVEY, 1998; LASCELLES et al, 1998; RALLIS et al, 2001). Esses neoplasmas geralmente são dolorosos e interferem com a função da língua. Os animais podem apresentar halitose, ptialismo, dispnéia, anorexia, perda de peso, dificuldade na apreensão, mastigação e ingestão de água (WITHROW, 2001). Em cães, quando for possível a realização da ressecção cirúrgica completa, a taxa de sobrevida em um ano pode superar os 50%, porém tais casos não são comuns e a taxa de sobrevida geralmente é inferior a 25% após um ano de pós-operatório (MORRISON, 1998; WITHROW, 2001). Segundo CARPENTER (1993), a cirurgia é o tratamento de eleição para estes neoplasmas, uma vez que os cães toleram bem a glossectomia parcial. Existem alguns relatos de tratamentos quimioterápicos para carcinoma de células escamosas na língua de cães utilizando cisplatina, mitoxantrona e doxorrubicina (CARPENTER, 1993), porém ainda não foi estabelecido um tratamento antineoplásico efetivo (MORRIS e DOBSON, 2002). Este resumo expandido tem como objetivo relatar a ocorrência de um caso de neoplasia em língua em cão adulto de seis anos, da raça labrador, macho, atendido na Clínica Veterinária Pet´s Cão em maio de 2011.

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