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Produção Científica

A evolução das vacinas anti-rábicas na medicina veterinária.
 
 
 



por Karin Virginía Kuibida, Médica Veterinária, MSc.

 

 
RESUMO 

A raiva é causadora de uma encefalite viral grave transmitida por mamíferos, únicos animais
susceptíveis ao vírus. Após a instalação do quadro clínico, as únicas condutas possíveis se limitam
a submeter o animal à eutanásia. Não existe tratamento específico para a doença. A vacinação é o
único meio eficaz de controle e prevenção desta doença. As primeiras vacinas foram desenvolvidas
há mais de 100 anos atrás, com o uso de tecidos nervosos inativados, existindo desde então uma
evolução constante em busca de inócuos mais eficientes e com menos efeitos colaterais. O presente
trabalho comenta sobre a raiva e o desenvolvimento das vacinas anti-rábicas, com foco na
utilização e prevenção da doença na medicina veterinária.

Palavras-chave: raiva, vacinas, vírus.

A raiva é uma zoonose viral de importância mundial, que acomete os mamíferos domésticos
e não domésticos, tendo os morcegos como reservatórios naturais. É causada por um vírus
pertencente à ordem Mononegavirales, família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. Como outros
rhabdovirus, consistem essencialmente de RNA (2-3%), proteína (65-75%), lipídio (15 – 25%) e
carboidrato(3%). São vírus envelopados em forma de projétil de revolver com diâmetro de 45 a
100nm e 100 a 430nm de comprimento (WUNER, 1991; FAUQUET et al., 2004). O vírus é
transmitido por meio da mordedura ou arranhadura de um animal infectado ou penetração da saliva
do mesmo no organismo.

Os relatos de raiva são antigos, não somente na história da medicina, mas também em
grandes obras literárias (STEELE & FERNANDEZ, 1991). A doença no homem era descrita por
hidrofobia onde o paciente enfermo caracterizava-se por ser atormentado mentalmente em
concomitância com a aversão pela ingestão hídrica. Frente à classificação da nomenclatura Grega,
Lyssa ou Lytta, que significa loucura, surgiu o nome do gênero do vírus causador da Raiva
(STEELE & FERNANDEZ, 1991).

O primeiro relato de raiva no continente sul-americano data de 1803, no Perú, tendo a
doença se espalhado de maneira epizoótica no mesmo ano. Após esse incidente, diversos surtos
foram registrados em países como Chile, Perú e Argentina (STEELE & FERNANDEZ, 1991). Em
1881, Pasteur publicou seu primeiro relato sobre a raiva. E após este, sucessivos trabalhos foram
descritos pelo pesquisador. Em 1884, um ano com muitos relatos de raiva na França, Pasteur
demonstra a transmissão da raiva por via intravenosa, com o acometimento da região bulbar e
medular pelo vírus. Neste mesmo ano, demonstra uma maneira de atenuar o vírus, por meio da
passagem do vírus originário do cão para macacos (via intracerebral), e após de macacos para
macacos, em sucessivas passagens, e com o retorno do vírus a um cão, coelho, ou porquinho da
índia, o mesmo tornava-se atenuado. Iniciava-se então o início das pesquisas sobre obtenção de
imunização (STEELE & FERNANDEZ, 1991). Utilizando diversos experimentos de injeções
subcutâneas de vírus atenuados em cães, Pasteur conseguiu imunizar cães contra a raiva. Em 1885,
após realizar a inoculação intracerebral do vírus encontrado em animais de rua em coelhos, e
passagens sucessivas de animal para animal, Pasteur conseguiu atenuar o vírus, e por meio de
injeção subcutânea de um macerado da medula espinhal destes coelhos, imunizou efetivamente um
cão contra a doença (STEELE & FERNANDEZ, 1991).


Em 6 de Julho de 1885, Joseph Meister, um garoto de 9 anos morador do Alasca, foi
mordido 14 vezes por um cão raivoso. Pasteur, tendo certeza de que não teria nada a ser feito,
mesmo com muitas dúvidas, resolveu utilizar no pequeno Joseph um tratamento semelhante de
imunização ativa feito com sucesso em alguns cães. Ele realizou 13 aplicações do macerado da
medula espinhal de coelhos no garoto, e este não desenvolveu a doença. Foi o primeiro relato de um
humano tratado que não padeceu da doença (STEELE & FERNANDEZ, 1991). Com o êxito do
tratamento, Pasteur realizou o tratamento em 350 pessoas mordidas no ano seguinte, 1886, tendo
somente um óbito entre estes, de uma criança de 3 anos de idade. Com isso, Pasteur afirma “a
profilaxia da Raiva está estabelecida, é necessário criar um centro de vacinação contra a doença”.
Inicia-se então a era denominada “Pasteuriana” com a fundação do “Instituto Pasteur” (STEELE &
FERNANDEZ, 1991; PRECAUSTA & SOULEBOT 1991).

As vacinas anti-rábicas tiveram grande evolução desde a descoberta da primeira vacina, por
Pasteur. Como citado anteriormente, para a manutenção da viabilidade das vacinas anti-rábicas para
experimentação laboratorial, as mesmas eram passadas sucessivamente em coelhos, por meio de
inoculação intracerebral, com intervalos pré-determinados. Quando o vírus de origem canina era
inoculado em macacos, observava-se que o período de incubação aumentava e a virulência do vírus
era diminuída; o vírus de origem símia, quando inoculado por via subcutânea, ou diretamente na
dura mater de cães, não produzia doença. Com esse método, Pasteur provou que cães imunizados
por esse método tornavam-se resistentes a posteriores desafios, surgindo a primeira vacina para
cães, denominada vacina parcialmente inativada (1884). A vacina era proveniente de macerado de
medula espinhal de coelho (BUNN, 1991).

A passagem seriada muitas vezes não era suficiente para produzir a atenuação viral
necessária. Sendo assim, Pasteur iniciou a pesquisa de métodos químicos de inativação viral.
Métodos como o congelamento de medula de coelhos em hidróxido de potássio conseguiram total
inatividade viral e fixação após 15 dias sob congelamento. Métodos alternativos de inativação
foram desenvolvidos, como a dissolução do macerado em solução salina, com aplicação de doses
menores de inócuo. Esse método também se mostrou eficaz, no entanto, os índices de falha vacinal
alcançavam cerca de 1,5%. A inativação parcial com glicerina, também foi utilizada (BUNN, 1991).
Com a melhora na qualidade dos inócuos vacinais, ocorreu a redução na necessidade do
número de aplicações realizadas, tornando o método mais rápido e prático. Mesmo assim, a
vacinação em massa de cães e gatos não ocorreu antes de 1919, um ano após o término da primeira
grande guerra. Neste mesmo ano, o método de inativação parcial do vírus da raiva desenvolvido
pelo pesquisador Alemão C. Fermi com o uso de fenol foi aprimorado pelos pesquisadores
japoneses S. Umeno e Y.Doi. Mesmo assim, ainda era possível a ocorrência de resíduos viáveis do
vírus. Em 1925, Hempt consegue produzir a primeira vacina com inativação total do vírus, com o
uso de formol e éter. Inicia-se então a produção das vacinas totalmente inativadas (BUNN, 1991).
Outros meios químicos foram utilizados para a confecção de vacinas inativadas, como o formol
(produzindo a primeira vacina inativada com o uso da formalina, em 1926) e o clorofórmio
(produzida por Kelser, em 1927) (BUNN, 1991). Embora a reversão da virulência ocorresse em
somente 1 – 1,5% da população de cães e gatos, para o uso em larga escala da população humana, o
comitê de segurança da Primeira Conferência Internacional do Estudo da Raiva (realizada em 1927)
exigia a mudança de protocolos usados para cães, como as vacinas parcialmente inativadas ou
fixadas, para as vacinas com completa inativação do vírus (BUNN, 1991).
Embora a eficácia das vacinas produzidas em tecidos nervosos de diversas espécies de
animais fosse aceitável, as mesmas tinham a enorme desvantagem de causar significantes reações
neurológicas pós vacinais, que variavam de paralisias discretas e transientes, até paralisias graves,
que culminavam com a morte do animal. O mesmo ocorria pela enorme quantidade vacinal de

proteínas exógenas, além de mielina e lipídeos, gerando reações imunomediadas locais ou
generalizadas graves. Fatos como este e as exigências do comitê de segurança da Primeira
Conferência Internacional do Estudo da Raiva motivaram o aumento das pesquisas, na procura da
obtenção de novas modalidades vacinais (BUNN, 1991).

No ano de 1939, foi isolado de uma garota de nove anos de idade chamada Flury, morta em
decorrência da raiva, uma variedade viral, usada pelo cientista H.N. Johnson na produção de um
tipo de vacina cujo nome homenageava a pequena garota da qual o vírus foi isolado: vacina Flury
LEP (low egg passage). Esta vacina foi produzida por meio de passagens sucessivas (136 passagens
virais) em pintinhos de um dia de idade, verificando-se com isso que a atenuação do vírus era
suficiente para tornar o inócuo vacinal não patogênico a outras espécies. Observou-se também que
essa atenuação tornava o vírus isolado menos patogênico que o obtido de coelhos ou ratos (BUNN,
1991).
No intuito de aumentar a segurança dos isolados virais, cientistas realizaram a passagem do
inócuo resultante das 136 passagens em pintinhos de um dia de vida, em ovos embrionados de 7
dias de idade. O resultado de tal passagem foi o aumento da segurança da Flury LEP, tornando a
vacina superior a aquelas parcialmente inativadas, sendo segura e eficaz na imunização por via
intramuscular de cães entre 1 e 2 anos de idade. No entanto, esta modalidade vacinal não era
totalmente segura na administração a cães filhotes, felinos e bovinos, sendo a vacina aprovada
somente para cães com idade superior a 3 meses (BUNN, 1991). Em virtude de tal limitação, a
Flury LEP foi submetida a um número maior de passagens em ovos embrionados (205 no total),
manobra que tornou a vacina segura na administração intramuscular em felinos e bovinos. Na
administração intracerebral nessas mesmas espécies, a vacina ainda não era eficaz, pois ocorria o
fenômeno de reversão de virulência e conseqüente doença. Pelo maior número de passagens, essa
foi denominada Flury HEP (HEP – “High egg passage”). Essa vacina foi a primeira a ser utilizada
em massa nas primeiras campanhas de vacinação, em 1950 (BUNN, 1991).

No mesmo ano de 1950, é isolada uma cepa viral de um cão raivoso, denominada cepa
Kelev. Essa cepa foi passada por sucessivas vezes em cérebros de camundongos e posteriormente
em ovos embrionados. A estirpe Kelev tornou-se avirulenta, originando outra nova vacina (segura
para cães e bovinos) (BUNN, 1991). Em 1955, dois cientistas chilenos (E. Fuenzalida e R. Palacios)
iniciaram a produção de uma vacina com passagem do vírus em cérebros de camundongos com 1
dia de vida. A passagem intracerebral em animais adultos gera a agregação de inúmeros compostos
desencadeadores de encefalite (principalmente a mielina), aumentando a probabilidade de
ocorrência de reações adversas. O encéfalo de neonatos (mais especificamente dos camundongos,
com até um dia de vida) possui reduzida quantidade de mielina, reduzindo assim a quantidade
dessas substâncias no inócuo. Além dessa medida, o vírus utilizado também foi inativado pela luz
ultra-violeta, melhorando consideravelmente a qualidade da vacina. Essa vacina mostrou-se
bastante eficaz, e com um baixo índice de reações adversas, como as paralisias e encefalites fatais
(incidência de 1:11.000, quando comparada com a incidência de 1:2.000 da vacina produzida com
camundongos adultos). Surge então a vacina denominada Fuenzalida & Palacios (BUNN, 1991). A
vacina chilena, em associação com o programa de erradicação de cães errantes, reduziu em muito o
número de casos de raiva em animais e humanos (BUNN, 1991).

Em 1960, Fenje consegue cultivar o vírus em hamsters, por meio do cultivo celular em rins.
A passagem sucessiva do vírus em células renais de hamsters promovia maior atenuação do vírus,
sendo essa a primeira técnica desenvolvida para a elaboração de vacina utilizada por via oral no
intuito de controlar os casos de raiva entre lobos e raposas na Europa (BUNN, 1991; SLATE et al.,
2005).

A vacina do tipo Fuenzalida & Palacios foi inativada com betapropriolactona em 1962. Sua
produção era relativamente simples, e a betapropriolactona propiciava boa inativação, gerando
imunidade de um ano de duração em cães (PRECAUSTA & SOULEBOT, 1991). Também em
1962, as cepas atenuadas por passagens em culturas celulares renais de hamsters foram inativadas
com fenol, e resultaram em 100% de proteção em cães e 78% de proteção em gatos submetidos a
desafio viral após quatro semanas da aplicação. Após um ano da aplicação, somente 70% dos cães
permaneciam imunizados com a vacina de origem em tecidos de cultura (BUNN, 1991;
PRECAUSTA & SOULEBOT, 1991).

A partir de 1970, a maioria das vacinas desenvolvidas era originada de cultivos celulares,
por exigência do instituto mundial de saúde, após verificação de que as vacinas deste tipo eram de
qualidade e tempo de proteção superior às suas antecessoras, denominadas vacinas de vírus vivo
modificado (Flury LEP, Flury HEP, Kelev). As vacinas de cultivo celular possuem 200 vezes
menos substratos e proteínas anafilactóides, além da vantagem de não possuírem proteínas de
origem nervosa (PRECAUSTA & SOULEBOT 1991).

Sabe-se atualmente que as vacinas de vírus vivo modificado apresentam neurotoxicidade
residual de maior ou menor importância, dependendo da cepa viral utilizada e do método de
produção do vírus. No entanto essa modalidade de vacina ainda é utilizada em alguns países em
decorrência do seu menor custo e da crença da produção de imunidade mais potente e prolongada (o
que não parece ser verdadeiro) (BRANDÃO, 2004). Além da vantagem de não possuírem proteínas
de origem nervosa, as vacinas obtidas por cultivos celulares são de simples filtração, fácil controle
de contaminação bacteriana e purificação viral e com tecnologia que permite a produção em escala
industrial (PRECAUSTA & SOULEBOT, 1991).

Na década de 70, outras vacinas foram desenvolvidas a partir de cultivos celulares diversos,
como em células diplóides humanas (human diploid cell vaccine – HDCV), células renais de
macacos verdes africanos ou células Vero (purified vero cell vaccine – PVCV), fibroblastos de
embrião de galinha (purified chick-embryo cell vaccine PCEV) e produzida em embrião de pato
(purified duck-embryo vaccine PDEV ) (BRANDÃO, 2004).

O Wistar Institute, na Filadélfia, desenvolveu a primeira vacina em cultura de células
diplóides humanas, liberadas para uso em 1976. A vacina é produzida com a cepa Pitman-Moore e
os vírus são inativados pela betapropiolactona. A potência mínima requerida (2,5 UI por dose) é
superior à da Fuenzalida & Palacius modificada (1,0 UI por dose), devido à maior concentração
viral obtida por ultracentrifugação. Essa vacina apresenta boa tolerância, sendo que as
manifestações adversas relatadas com maior freqüência são reação local, febre, mal estar, náuseas e
cefaléia (BRANDÃO, 2004).

A PVCV é semelhante à HDCV, é produzida com a cepa Pitman-Moore, inativada por
betapropiolactona e concentrada por ultracentrifugação. A potência mínima requerida também é 2,5
UI por dose. A resposta a essa vacina e a incidência de reações adversas são semelhantes às da
HDCV (BRANDÃO, 2004).
A PCEV é preparada com a cepa Flury LEP-C25 e desenvolvida em fibroblastos de embrião
de galinha. A eficácia e a segurança são semelhantes às da HDCV. Os vírus são concentrados por
ultracentrifugação, inativados por betapropiolactona e a potência mínima requerida é 2,5 UI por
dose. A vacina ainda contém albumina humana e traços de neomicina, clortetraciclina e anfotericina
B (BRANDÃO, 2004). A vacina em cultivo celular se mostra altamente eficaz e com ótima resposta imunogênica,
com ótima produção de anticorpos em mais de 99% dos animais e 100% de proteção após exposição ao risco. Essas vacinas são bem toleradas, com raros casos de intolerância, como manifestações gastrintestinais e no local de aplicação (WHO, 2007).
A partir de 1980, pesquisadores do Wistar Institute e do Centro de Biotecnologia Strasbourg
(França) iniciaram pesquisas e concretizaram a fabricação da vacina anti-rábica recombinante,
gerando a fase mais atual das vacinas anti-rábicas na medicina veterinária (SILVA, 2003). Como
estas vacinas não possuem o patógeno íntegro, elas são altamente seguras e são capazes de
centralizar a resposta do sistema imune a antígenos específicos que estão relacionados com a
proteção imunológica contra a doença, ou seja, não é necessário expor o sistema imune a diversos
antígenos (VAM KAMPEN, 2001).

Em países onde o controle da raiva canina é realizado com sucesso, os animais silvestres
(lobos, raposas) tornam-se grandes reservatórios, só perdendo em número para os morcegos. Frente
a esse fato, diversas pesquisas no melhoramento das técnicas de vacinação oral vêm sendo
realizadas. A vacina foi primariamente desenvolvida em 1960, com uso em larga escala após
grandes programas de elaboração e aprimoramento da mesma em 1990. O programa restringia o uso
das vacinas a locais restritos com florestas, principalmente em países como os Estados Unidos
(SLATE et al., 2005).

Após o aumento do incremento financeiro destinado a essa área (2003), o número de doses
utilizadas e animais efetivamente imunizados subiu nos Estados Unidos e Canadá, com redução
drástica dos animais diagnosticados com a doença a partir desse ano (SLATE et al., 2005).
Atualmente, na medicina veterinária Brasileira, as vacinas utilizadas com grande segurança e
aplicabilidade são as desenvolvidas em cultivos celulares de linhagem contínua, tendo imunidade
mais duradoura e potente que a das vacinas tipo Fuenzalida & Palacius (BRANDÃO, 2004).
O Brasil é um país de referência mundial na pesquisa da raiva e suas formas de prevenção,
com a participação de grandes centros públicos e privados.
A velocidade na evolução da qualidade foi muito grande nos últimos 100 anos, originando
novas vacinas e aprimorando a segurança e qualidade das mesmas, tanto na medicina veterinária
quanto na medicina.


REFERÊNCIAS
BELOTTO, A.J. Situação da raiva no mundo e perspectivas de eliminação da raiva transmitida pelo
cão na América Latina. Seminário Internacional da Raiva. 2003. n. 2.1.
BRANDÃO, L.P. A evolução das vacinas anti-rábicas. WebVet Merial. n.3. 2004.
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FAUQUET, C.M.; MAYO, M.A.; MANILOFF, J.; DESSELBERGER, U.; BALL, L.A. Virus
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press; 2004. 1162pp.
PRECAUSTA, P.; SOULEBOT, J.P. Vaccines for domestic animals. In: BAER, G.M. The natural
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6
SILVA, R.A. Evolução histórica da raiva. Seminário Internacional da Raiva. 2003. n.1.1. p.1 – 3.
SLATE, D.; RUPPRECHT, C.E.; ROONEY, J.A.; DONOVAN, D.; LEIN, D.H.; CHIPMAN, R.B.
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STEELE, J.H.; FERNANDEZ, P.J. History of rabies and global aspects. In: BAER, G.M. The
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VAN KAMPEN, K.R. Recombinant vaccine technology in veterinary medicine, Veterinary Clinics
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WUNER, W.H. The chemical composition and molecular structure of rabies viruses. In: BAER,
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